Na mesa do café da manhã, todos comiam em silêncio… quer dizer, quase todos. Elisa lançava olhares nada animados ao pai, enquanto murmurava entre uma garfada e outra:
— Eu não sei por que o senhor pega tanto no meu pé se nunca dei motivo.
— Sou apenas um pai cuidadoso — respondeu Saulo, servindo panquecas numa travessa como se aquilo encerrasse a discussão.
— Isso não parece proteção, parece cárcere privado.
— Filha, olha como fala com seu pai! — Denise interveio, com o tom reprovador.
— Eu só