Analu
A decisão foi tomada com uma frieza que não sabia que possuía. Era como se a última revelação — a da prisão — tivesse quebrado algo fundamental dentro de mim, um elo de confiança que, uma vez rompido, era impossível de colar.
O Cayo era um mentiroso.
Um mentiroso compulsivo, que escondia o passado, o filho, a própria essência. E eu, Analu, a patricinha que sempre teve tudo, estava me afundando no caos que ele representava. Saber que ele tinha sido preso, que havia vivido uma realidade tão