Analu
A madrugada tava silenciosa. O tipo de silêncio que só existe quando todo mundo dorme, quando o mundo parece pausado. Eu tava naquele sonho leve de grávida, meio acordada, meio dormindo, quando senti. Uma fisgada na barriga. Depois outra. Mais forte.
Sentei na cama, a mão na barriga, a respiração acelerando. Esperei. Nada. Deitei de novo. Aí veio a terceira. Dessa vez foi um aperto que me fez gemer baixinho.
— Cayo — chamei, a voz ainda sonolenta. — Cayo, acorda.
Ele não acordou. Ronc