Analu
Eu achava que podia controlar tudo. Que podia manter o Cayo no canto da minha vida onde ele não bagunçaria nada. Mas quem eu tava enganando? Depois daquela noite no bar, quando ele perdeu o controle e partiu pra cima daquele cara, o Felipe, algo em mim quebrou.
Não era só o medo do que eu vi nos olhos dele — aquela raiva crua, selvagem, que parecia engolir o cara divertido e intenso que eu conhecia. Era também o vazio que ficou quando eu disse que acabou. Não era namoro, não era nada oficial, mas, meu Deus, eu tava envolvida. Envolvida demais. E agora, o silêncio que veio depois da tempestade tava me matando.
Os dias depois da briga foram um borrão. Eu tentava seguir a vida como se nada tivesse mudado. Café da manhã com meus pais, com a mesa de mármore brilhando e minha mãe falando sobre o próximo evento de caridade. Aulas no cursinho, com as meninas fofocando sobre festas e os caras. Jantares com o Humberto, que aparecia com aquele sorriso perfeito e planos de viagem que não m