Cayo
Eu tava destruído. A volta do trampo naquela sexta-feira foi como levar um soco atrás do outro. O dia já tinha sido uma merda: entregas atrasadas por causa do trânsito no Rio, um cliente que gritou comigo porque o pedido chegou frio, e o dono do barraco mandando mais um recado sobre o aluguel atrasado.
Mas o pior não era isso.
Era a Analu.
O vazio que ela deixou depois do “término” no bar, depois que eu fodi tudo com meu ciúme, com minha raiva, com o jeito que sempre estrago tudo. Eu nã