Analu
Eu tava tentando seguir em frente.
Tentando de verdade.
Mas, meu Deus, como era difícil.
O Cayo tava em cada canto da minha cabeça, como uma sombra que eu não conseguia apagar. A escola, que sempre foi meu refúgio, agora parecia um campo minado. Cada esquina, cada conversa, cada momento de silêncio trazia ele de volta.
O cheiro de gasolina, o calor das mãos dele na minha cintura, o jeito que ele me chamava de “princesa” com aquele sorriso torto. Eu tava tentando focar nos livros, nas aulas