A porta da limusine se fecha com um clique abafado.
Dorian entra logo depois, sem dizer uma palavra. Se acomoda no banco oposto, o olhar perdido na cidade que desfila em vultos por trás dos vidros fumês. O silêncio entre nós é mais do que ausência de som — é presença. Um terceiro corpo dentro do carro.
A música clássica que toca nos alto-falantes é baixa, quase inaudível, mas irrita. Tenta ser calmaria, mas apenas reforça o incômodo. Nenhum de nós está em paz.
Minhas mãos estão frias. Ou talvez