DORIAN
O escritório está silencioso demais para uma segunda-feira.
Benjamin está sentado à minha frente com a gravata meio afrouxada e o cenho franzido. Ele gira a caneta entre os dedos com a exatidão de quem sabe exatamente o que está prestes a dizer — e que não vai gostar da resposta.
David, do outro lado, está encostado na parede de braços cruzados, o olhar fixo no tablet com o relatório que acabei de ler.
— Ela tem certeza disso? — Benjamin pergunta.
— Ela acha que sim — respondo, recostand