LARA
O carro desacelera diante do portão, e nossa casa se ergue à minha frente como um lembrete. De tudo o que fomos. De tudo o que voltamos a ser. De tudo que ainda não sabemos enfrentar.
Dorian segura minha mão com força, como se pudesse impedir o que está por vir. Como se pudesse me proteger do mundo com o simples toque dos dedos. E, por um instante, quero acreditar que ele pode. Que o que construímos nas montanhas é suficiente para suportar qualquer tempestade.
Mas essa não é uma tempestade