ISADORA
Coloco Enrico no meu ombro, apoiando a cabecinha dele com cuidado. Ele já mamou, mas ainda está com aquele ar sonolento que me derrete inteira. Dou palmadinhas leves nas costas, num ritmo automático, e espero.
— Por que precisa fazer isso? — a voz de Sebastian surge às minhas costas, baixa, mas curiosa.
Viro o rosto, surpresa por vê-lo parado na porta do quarto, apoiado na muleta, os olhos fixos em mim e no bebê.
— Para ele arrotar — respondo, como se fosse a coisa mais óbvia