Abri a porta um pouco mais e fiz sinal para que Larissa entrasse. Ela hesitou por um segundo, talvez surpresa por eu ter permitido, mas logo cruzou a soleira com passos curtos, silenciosos, como quem entra num território sagrado sem saber se será expulsa antes de completar uma frase. Fechei a porta atrás dela, sentindo o olhar atento de Olívia que, mesmo sem dizer nada, se mantinha de pé na sala, firme como uma sentinela.
— Pode falar, mas seja rápida — disse, com a voz controlada, apontand