O amanhecer chega devagar, como se tivesse receio de nos interromper. A luz cinzenta da chuva de São Paulo invade o quarto por entre as cortinas entreabertas, iluminando o rosto de Isadora adormecida ao meu lado.
Não sei em que momento da madrugada peguei no sono, mas agora desperto com a sensação estranha de estar exatamente onde queria, e deveria estar. O calor do corpo dela ainda colado ao meu, a respiração tranquila, o braço dela repousando sobre meu peito como se nunca tivesse me deixad