Saímos da cozinha e fomos para o escritório, como se o resto do mundo tivesse deixado de existir. O barulho distante da chuva contra as janelas parece acompanhar a nossa respiração descompassada. Isadora encosta em mim de novo, e eu sinto o coração dela bater rápido, forte, um ritmo que de alguma forma embala o meu próprio peito.
Não sei quanto tempo ficamos assim, sem falar nada. Só sei que não quero soltar. Porque, pela primeira vez desde que acordei naquele hospital, não sinto a distânc