Quando vi o brilho metálico do revólver na mão de Henrique, uma corrente gelada percorreu minha espinha. Meus dedos apertavam o estofado do banco, e meu corpo inteiro parecia gritar para eu ficar onde estava. Mas, ao mesmo tempo, uma sensação sufocante me dizia que, se eu não fizesse nada, algo pior aconteceria.
Olhei para Sebastian, firme, de frente para Henrique, tenso como um animal prestes a atacar. Os dois seguranças continuavam parados nas sombras, atentos, mas sem se mover. Estavam e