Dor e silêncio
ISADORA

As contrações vêm em ondas cada vez mais fortes, como se meu corpo inteiro fosse mar revolto. Seguro a beirada da cama com tanta força que meus dedos ficam pálidos, e tento controlar a respiração como a enfermeira me orienta. Mas não é apenas a dor física que me atravessa: é a ausência de Sebastian.

Olho para a porta do quarto a cada minuto, como se ele pudesse entrar a qualquer instante com seu jeito seguro, e o olhar firme que sempre me devolve calma. Mas o tempo passa, e nada.

Antônio está aqui, sentado ao meu lado, com aquela paciência que só ele sabe demonstrar. Ele tenta me distrair, fala de forma leve, segura minha mão nas contrações mais intensas. Sei que está se esforçando para me dar tranquilidade, mas a inquietação cresce dentro de mim, maior que a dor.

O telefone dele toca, o som cortando o ar como uma lâmina. Ele se levanta rápido, com um olhar que evita o meu, e sai para atender. Minhas entranhas se contraem, não sei se pela dor do parto ou pelo aperto
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