ISADORA
As contrações vêm em ondas cada vez mais fortes, como se meu corpo inteiro fosse mar revolto. Seguro a beirada da cama com tanta força que meus dedos ficam pálidos, e tento controlar a respiração como a enfermeira me orienta. Mas não é apenas a dor física que me atravessa: é a ausência de Sebastian.
Olho para a porta do quarto a cada minuto, como se ele pudesse entrar a qualquer instante com seu jeito seguro, e o olhar firme que sempre me devolve calma. Mas o tempo passa, e nada.