CAP. 46 — A MARGEM DO SEGREDO
POV JUMA
O ar da manhã estava úmido. O rio seguia quieto demais, coberto por uma camada de neblina que escondia a outra margem. Eu estava parada na margem norte, onde a voadeira dos estranhos tinha atracado horas antes. O lodo estava revirado, marcas profundas na argila indicando onde a proa metálica pressionou o barranco.
Ajoelhei-me, os dedos raspando na lama fria. Matias e aqueles homens não estavam apenas trocando favores de bando; aquilo era uma operação de reconhecimento. O jeito como o