Malu acordou com a luz suave entrando pelas frestas da cortina do quarto da mansão. Por alguns segundos, ficou imóvel, tentando se localizar. O teto alto, o quarto amplo, o silêncio diferente.
Não era o apartamento dela.
Virou o rosto e deu de cara com caixas empilhadas perto da parede, algumas ainda abertas, com livros, roupas e pequenos objetos que tinham pertencido a uma vida que agora parecia distante.
Aquilo doeu mais do que ela esperava.
Suspirou, se levantou devagar e seguiu para o banheiro.
Um banho rápido, quase automático, só para espantar o peso do corpo.
Quando saiu, vestiu uma roupa confortável e desceu.
Na cozinha, o cheiro de café fresco a encontrou antes mesmo de ver alguém.
Jonas estava encostado no balcão, mexendo distraidamente uma panela pequena no fogão.
Usava o uniforme da cozinha, mangas dobradas, e parecia completamente à vontade naquele espaço que, semanas atrás, ainda não era dele.
— Bom dia — ela disse, com a voz ainda rouca de sono.
Ele se virou e sorriu, d