Na manhã seguinte, Cássio acordou com a frase de Dorian ecoando na cabeça como um aviso que chegava tarde demais.
"E se você não quiser perder a Malu de vez, vai ter que provar que realmente não fez nada."
Ele se levantou rápido demais, como se ficar na cama fosse um risco.
Vestiu-se quase no automático e saiu do apartamento antes mesmo de terminar o café.
Não tinha um plano claro, só uma urgência incômoda, aquela sensação de que algo estava escapando por entre os dedos.
Não havia briga, não havia discussão, não havia porta batida. Só… silêncio.
Desceu até a portaria do prédio, ainda acreditando, no fundo, que aquilo tudo era só um desencontro bobo.
— Bom dia — cumprimentou o porteiro, apoiando o antebraço no balcão. — Você tem visto a Malu por aqui?
O homem franziu a testa, pensativo.
— A moça do 302?
— Isso.
— Olha… não hoje. — Ele fez uma pausa curta. — Na verdade, a última vez que a vi foi antes de ontem de manhã, bem cedo.
O coração de Cássio deu um pequeno salto.
— E… normal?
O