299 - Queime os navios
Cassio ficou completamente imóvel.

Os olhos dele escureceram. A respiração prendeu. O maxilar tensionou como se ele tivesse levado um soco invisível.

Primeiro, silêncio.

Depois, um suspiro pesado, derrotado, como quem percebe que não tem mais para onde correr.

Por fim, ele passou a mão no próprio rosto e respondeu, baixo:

— Bianca é meu passado, Malu. Só isso.

Ela arqueou a sobrancelha, sem demonstrar pena.

— Não pareceu. — disse, firme. — Pelo telefone, você parecia mais preocupado com ela do que com sua irmã.

A verdade doeu nele, visivelmente.

Ele procurou algo no tapete, no chão, em qualquer lugar que não fosse os olhos dela.

Parecia alguém tentando escolher palavras que não explodissem uma bomba.

O silêncio esticou, e Malu, irritada com a demora, cortou:

— Eu vi uma foto de vocês como casal. — A voz vacilou só um pouco, mas ele percebeu. — E não tem muito tempo.

Ele fechou os olhos por um segundo.

— Nós não somos um casal.

— Mas já foram.

Cassio não negou. E não tentou suavizar nad
Aya Lins

A expressão "queimar os navios" significa comprometer-se irrevogavelmente com um curso de ação, eliminando a possibilidade de retorno ou retirada. A frase é inspirada em uma história, frequentemente atribuída ao conquistador espanhol Hernán Cortés, que teria ordenado a queima de seus navios após chegar ao México em 1519. Ao destruir os meios de transporte, ele garantiu que suas tropas não tivessem escolha a não ser avançar e conquistar o novo território, ou morrer tentando.

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