Malu tomou um banho rápido, daqueles que prometem lavar a alma mas só conseguem deixar o corpo minimamente funcional.
Vestiu seu baby doll favorito: o conjuntinho cinza de algodão preso no corpo como se tivesse sido moldado nele, com detalhes rosados na alça e renda suave na cintura, deixando as curvas marcadas de um jeito indecente sem fazer esforço.
O shortinho era tão curto que qualquer movimento revelava a curvinha da bunda.
Confortável, fresco… e perigosíssimo.
Ela se jogou no sofá com uma colher na mão e o restinho de pudim da festa na outra, colocando na TV qualquer coisa que não exigisse neurônios.
Estava quase entrando no modo “larva sedentária” quando a campainha tocou.
— Ah, não… — resmungou. — Só pode ser vizinho pedindo sal. Quem toca a campainha dos outros a essa hora?
Foi até a porta arrastando os pés e olhou pelo olho mágico.
Um arrepio subiu pela espinha.
Cassio.
Impecável, camisa escura, o cabelo arrumado num desalinho elegante. Mechas caindo na testa como se tivesse