Os dias seguintes passaram como se alguém tivesse apertado o botão de velocidade x2 na vida de Malu.
Francine apareceu no apartamento dela várias vezes durante a semana.
Na terça-feira Francine chegou por volta das dez, de vestido branco, cabelo preso num coque elegante e uma fome que nem ela explicava.
— Amiga, pelo amor de Deus, você tem alguma coisa pra comer? — ela perguntou entrando já olhando em volta. — Eu tô morrendo. MORRENDO.
Malu estranhou.
— Você não tomou café?
— Não, o exame tinha que ser feito em jejum de 12 horas. — Francine respondeu abrindo a geladeira. — Mas parece que não como há quatro dias.
Ela comeu duas fatias de bolo que sobrou do dia anterior, abriu um pacote de biscoito, tomou um copo inteiro de suco e ainda assim disse:
— Acho que cabe um pão de queijo.
Malu ergueu a sobrancelha.
— Francine, você tá comendo como se tivesse dois estômagos.
— Deve ser o jejum. Ou o estresse. Ou sei lá. — ela deu de ombros.
Mas não convenceu.
— E os resultados?
— Saem sexta. —