Assim que Cássio entrou, Malu trancou a porta atrás dele e respirou fundo, tentando recobrar qualquer traço de autocontrole que ainda restava no corpo dela.
— Certo — ela disse, batendo palmas como uma general pronta para comandar um batalhão. — Você vai começar movendo essa mesa para cá.
Cássio arqueou uma sobrancelha.
— Gosto de mulher que sabe dar ordens.
— Fica quieto e empurra a mesa.
Ele riu, aquele riso grave, íntimo, que dava vontade de cometer pecados, e se posicionou atrás da mesa.
Malu se afastou alguns passos, ostensivamente profissional, mas com os olhos grudados nele.
Cássio flexionou levemente os joelhos, encaixou as mãos nas laterais da mesa e… puxou como se fosse feita de isopor.
A mesa deslizou pelo chão sem resistência alguma.
As veias dos antebraços dele saltaram, marcando o caminho até o bíceps.
O músculo tensionou sob a camisa escura com as mangas perfeitamente ajustadas.
O relógio caro brilhou sob a luz da janela.
E Malu engoliu seco.
“