O barco avançava sem pressa pelo Sena, cada metro percorrido banhando o convés em tons dourados das luzes da cidade.
Então, enquanto o barco passava sob o arco imponente da Pont Alexandre III, a mais ornamentada, a mais dourada, a mais parisiense de todas, o celebrante respirou fundo, sorriu para o casal e anunciou num sussurro reverente:
— Agora… é o momento de vocês.
Dorian virou o corpo de leve na direção de Francine.
O vento brincava com o véu dela, e a luz dourada contornava seu rosto como se a cidade tivesse emprestado o brilho só para aquele instante.
Ele não tinha papel nas mãos.
Nenhum caderno, nenhuma anotação, nenhum celular.
Nada.
Francine percebeu isso no mesmo segundo em que os olhos dele encontraram os dela.
Dorian ia falar de cabeça.
Claro.
Claro que o homem certinho, calculado, metódico… teria decorado seus votos.
Mas havia algo nos olhos dele, uma vulnerabilidade calma, firme e tão sincera, que ela nunca tinha visto.
Ele respirou fundo e começou:
— Franc