O som do interfone ecoou no pequeno espaço da portaria. Eduardo ajeitou o quepe antes de apertar o botão e responder:
— Pois não?
Do outro lado da câmera, Natan encarava o portão como se pudesse atravessá-lo apenas com a força do olhar. A respiração dele era pesada, a postura inquieta.
— Preciso falar com a Francine. Agora. Diga que é Natan. — Sua voz soou carregada de impaciência.
Eduardo, impassível, caminhou até o portão. Sem abrir, retirou um envelope do balcão e estendeu pela peque