A madrugada se estendia como uma cicatriz no céu.
O vento soprava entre as árvores do chalé, e o som do galho batendo na janela parecia um presságio.
Camila acordou de repente, o coração acelerado, os lençóis úmidos de suor.
Por um instante, não soube se ainda sonhava.
Mas o frio que cortava o ar dizia que aquilo era real — havia algo errado.
Ela olhou para o lado: Ricardo dormia profundamente, o rosto cansado, os traços tensos mesmo no descanso.
Levantou-se devagar, pegou o robe e foi até a va