A manhã nasceu sem pressa.
Depois de tantos dias de chuva, o sol finalmente apareceu tímido, como quem pede licença para voltar.
No chalé, o ar cheirava a café fresco e lenha queimada.
Camila acordou devagar, sentindo o calor suave da luz atravessando as cortinas e tocando seu rosto.
Por um momento, ela não quis abrir os olhos.
Havia algo de sagrado naquele breve instante em que o mundo parecia quieto — nem lembranças, nem dores, nem ameaças. Apenas o som do vento batendo nas folhas e o respira