Ao atravessarem o véu, o ar pareceu desaparecer. Era como respirar dentro de um sonho esquecido — denso, frio e cheio de significados ocultos. O céu era uma pele trêmula, pulsando sombras. O chão, feito de cacos de lembranças, rangia sob os pés com vozes infantis abafadas.
Valéria cambaleou, segurando a cabeça.
— Isso aqui… tenta entrar na mente — murmurou. — Está cheio de memórias que não são minhas.
— Não toque em nada — alertou Léo. — Cada coisa aqui é uma armadilha.
Miguel olhava ao redor,