O tempo parecia suspenso no limiar entre dois mundos. Desde a partida de Arthur, e a revelação do quarto portador, os ventos haviam mudado. Miguel sentia na pele a respiração do véu. Era como se o mundo real e o outro lado estivessem prestes a colidir.
O grupo havia deixado a cidade esquecida e agora caminhava por um bosque que antes era só uma mancha verde no mapa, mas agora ganhava contornos surreais. As árvores sussurravam em vozes antigas, folhas que não pertenciam à estação caíam em um bal