O mundo os recebeu com silêncio.
Miguel, Valéria, Léo, Mateo e Elisa emergiram do portal no mesmo orfanato — ou pelo menos, naquilo que restava dele. O céu estava mais escuro que o normal, como se o tempo tivesse passado de forma errada. Grietas negras riscavam o chão como cicatrizes vivas.
— Estamos de volta? — murmurou Valéria, olhando ao redor.
— Em parte — respondeu Léo. — Algo... mudou.
Mateo sentiu primeiro. Uma vibração tênue no peito, como se algo estivesse tocando sua alma por dentro.