O céu parecia conter a respiração. Em algum lugar entre o tempo e o pressentimento, Miguel observava o mundo com olhos mais atentos. A cidade estava imóvel, como se soubesse que algo estava prestes a acontecer — algo que talvez não pudesse ser desfeito.
No antigo galpão onde haviam montado uma base improvisada, os quatro se preparavam. Léo afiava sua lâmina luminosa, cada golpe contra a pedra criando faíscas breves como pensamentos. Valéria mantinha-se imóvel diante de um espelho quebrado, pren