Eu não fui embora naquela noite.
Não da casa dele, pelo menos — mas da nossa versão de “nós”.
Voltei para o antigo quarto que ocupei quando cheguei à Mansão pela primeira vez. O quarto que nunca foi realmente meu, mas que agora parecia o único lugar onde eu ainda cabia. As paredes eram as mesmas, a cama também, mas tudo parecia menor. Ou talvez fosse eu que estivesse maior por dentro, inchada de coisas que não tinham nome.
Apesar de tudo o que ele disse, apesar de como me olhou como se eu fosse