Eu acordo antes dela.
Não por hábito, nem por disciplina. Acordo porque meu corpo parece não conseguir mais dormir tranquilo quando ela está ali, como se alguma parte de mim precisasse confirmar, a cada manhã, que Ruby ainda está respirando sob o mesmo teto.
Fico alguns minutos apenas observando.
Ela dorme de lado, encolhida levemente, os cabelos espalhados pelo travesseiro como fios escuros de tinta derramada. O rosto está relaxado, sem a máscara que costuma usar durante o dia — aquela mistura