Acordei com a sensação errada de tempo escorrendo pelos dedos.
A luz que entrava pela janela do apartamento já não era suave de manhã — era clara demais, direta demais, denunciando que eu tinha dormido além da conta. O coração acelerou antes mesmo de eu olhar o relógio. Tarde. Muito tarde.
Levantei num pulo, o corpo pesado, como se cada músculo tivesse sido preenchido com areia molhada. O chão frio sob os pés não ajudou a espantar o mal-estar que vinha me acompanhando havia dias. Minha cabeça l