A máscara preta de veludo cobria metade do meu rosto, mas não o suficiente para esconder o que eu estava sentindo. Ou pensando. Porque enquanto os flashes se multiplicavam, os brindes tilintavam e a elite se cumprimentava com falsas reverências… meus olhos estavam nela.
Eliza.
O vestido azul petróleo brilhante como uma provocação. A fenda, o decote, o brilho na medida exata entre o poder e o perigo. Não era vulgar, nunca seria. Era estratégia pura. Escolhido milimetricamente para atravessar qua