A casa de James era silenciosa, envolta por uma paz acolhedora que contrastava violentamente com o turbilhão no peito de Helen. Era um lugar seguro. E ela, pela primeira vez em dias, se permitia respirar, ainda que com dificuldade.
Depois que se encontraram, e James descobriu que Helen estava numa pousada, resolveu convidar Helen para ficar com ele na sua casa. Depois de muito insistir, ele conseguiu convencê-la, porque no fundo, o que Helen precisava no momento era de um ombro amigo.
O sofá era macio. As janelas abertas deixavam entrar uma brisa leve, que fazia as cortinas dançarem com suavidade. Mas nada daquilo parecia real. Helen estava ali, sentada, envolta por um cobertor que James lhe havia dado, mas o mundo continuava girando sem ela.
James voltou da cozinha com uma caneca de chá nas mãos. Seus passos eram calmos, cuidadosos, como se soubesse que qualquer movimento brusco poderia despedaçá-la ainda mais.
— Está quente — disse ele, com a voz suave, estendendo a caneca.
Helen