O mundo de Lara se desfez no som daquela voz. Era uma voz calma, quase entediada, com um sotaque francês que a fez se lembrar de filmes antigos. Mas não havia nada de charmoso nela. Era a voz da morte. Gabriel, do outro lado do quarto, enrijeceu, o corpo se transformando em uma estátua de fúria contida. Ele fez um sinal para Lara: silêncio absoluto.
— Onde está a Marina? — a voz de Gabriel era um rosnado baixo, perigosamente controlado.
Kael riu do outro lado da linha, um som seco e sem alegria