O centro de São Paulo antes do amanhecer era outro planeta. Um deserto de arranha-céus, onde o único som era o zumbido distante dos caminhões de lixo e o suspiro dos sistemas de ventilação dos prédios. Gabriel se movia por este deserto não como um fantasma, mas como parte dele. Ele conhecia o ritmo da cidade adormecida, o momento exato em que as equipes de limpeza terminavam seus turnos e os primeiros padeiros começavam os seus.
O prédio comercial onde Leônidas Tavares mantinha seu antigo escri