O ar do motel parecia viciado, denso com a fumaça invisível da paranoia de Gabriel. Ele andava de um lado para o outro no quarto pequeno, um tigre enjaulado. A cada passo, a enormidade do que havia feito o atingia com mais força. Ele não apenas quebrara sua regra de ouro de trabalhar sozinho; ele havia pego uma vida normal, a de Marina, e a mergulhado de cabeça em seu mundo de sombras e violência.
Agora, ele não era mais responsável apenas por Lara. Era responsável por duas. Se algo acontecesse