A primeira mensagem chegou às dez da manhã.
Número desconhecido.
Mas o peso daquelas palavras eu reconheceria em qualquer lugar.
“Você acha mesmo que vai ficar com ele?”
Apaguei.
Cinco minutos depois, outra vibração.
“Não se faz de santa. Vagabunda sempre volta pro dono.”
Meu estômago revirou.
Deixei o celular de lado, respirei fundo, tentei seguir o dia.
Mas o medo não some quando a gente ignora — ele se acomoda.
Trinta minutos depois, a terceira mensagem veio mais longa. Mais cruel.
“Você me