A primeira coisa que senti foi o cheiro.
Mofo. Ferrugem. Umidade antiga.
Abri os olhos com dificuldade.
O quarto era escuro, iluminado apenas por uma lâmpada fraca pendurada no teto. As paredes estavam sujas, descascadas, como se o lugar tivesse sido esquecido pelo tempo.
Uma cama.
Uma cadeira.
Nada mais.
Tentei me mexer.
O barulho metálico veio antes da dor.
Correntes.
Presas ao meu tornozelo direito. Fixadas à barra de ferro da cama, chumbada no chão.
O pânico veio inteiro.
— Socorro! — grite