Capítulo 17 — Máscaras que finalmente caem
Há verdades que a gente suspeita.
E há verdades que, quando aparecem, mudam todo o desenho do passado.
O dia começou com mensagem de Catarina:
“Saiu matéria nova. É pesada.”
Eu abri.
Meu rosto.
As crianças comigo no quintal.
Uma manchete venenosa:
“Viúvo milionário troca babá por esposa: manipulação, dependência e gravidez misteriosa.”
Gravidez.
Bárbara.
O texto dizia que eu “me infiltrei” na família, que “afastei a cunhada” e “controlei as crianças emocionalmente para garantir meu lugar”.
Era mentira.
Mas mentira repetida tem dentes.
Meu coração apertou — não por mim.
Por Sofia. Por Pedro.
Guilherme entrou na sala, lendo o mesmo link.
Ele parou no meio do caminho.
— Chega.
A palavra saiu baixa — porém definitiva.
Renata apareceu na porta.
— O que você vai fazer?
Ele não respondeu. Pegou o celular. Discou.
— Catarina, organiza uma coletiva simples. Aqui. Hoje. — Pausa. — Sim. Eu vou falar.
Eduardo, ao ouvir, ergueu as sobrancelhas — mas não contestou.
— Se vai fazer, faz direito — disse. — Sem ataques. Só fatos.
Guilh