Quando Catarina desligou, fiquei parada no meio do quarto, o telefone nas mãos.
“Grávida.” A palavra ecoava — não como começo, mas como ameaça.
Eu não chorei.
Não gritei.
Só senti um frio subir pelas costas — aquela sensação de que alguém moveu as peças sem você saber.
Desci as escadas. Guilherme estava na sala com as crianças, ajudando Pedro a montar um quebra-cabeça e ouvindo Sofia ler um texto.
Ele parecia… bem.
E eu sabia que, em alguns minutos, não estaria mais.
Esperei as crianças irem ao