BROOKE
Respirei fundo pela terceira vez seguida quando a campainha tocou.
Não adiantou.
Meu corpo reconheceu o som antes da minha cabeça conseguir reagir. O estômago afundou, os ombros enrijeceram, e por um segundo inteiro eu considerei fingir que não ouvi. Que ninguém ouviu. Que aquela noite de pipoca e filme ruim pudesse simplesmente continuar congelada no tempo.
— Eu atendo — falei, rápido demais.
Blanca me olhou, surpresa.
— Brooke, não precisa—
— Precisa, sim.
Levantei antes que ela pudesse discutir. Caminhei até a porta sentindo as pernas estranhamente leves, como se não fossem minhas. Abri.
Connor estava ali.
Jaqueta escura, barba por fazer, olhos cansados demais para alguém que sempre pareceu tão sólido. Ele me olhou como quem leva um impacto físico. Eu vi. Não houve disfarce possível.
— Oi — ele disse.
— Oi — respondi.
Nenhum de nós sorriu.
Afastei-me para dar passagem. Ele entrou com cuidado excessivo, como se estivesse pisando em território proibido. A casa estava igual a s