Quando o vinho aquece e a verdade se insinua
LEONARDO CASSANI
O corredor já estava mais vazio quando saí da sala. O andar executivo, geralmente barulhento de passos e telefonemas, respirava um silêncio raro. Foi aí que vi André parado diante da mesa de Norman.
— Oi, Norman. Já está indo também? — a voz dele soou baixa, quase íntima.
Ela ergueu os olhos, cansados mas ainda firmes.
— Oi, senhor André. Ainda não, preciso terminar de revisar…
Foi quando me viu.
Os olhos dela se iluminaram de imedi