Quando a esperança sangra no asfalto
O estampido seco rasgou o ar como um trovão. Pássaros voaram em desespero das árvores. O cheiro de pólvora se espalhou, queimando o ar da manhã.
O corpo de Amaro Cassani estremeceu, a boca aberta em choque, e tombou para frente, esmagando Noêmia contra o chão. O sangue jorrou quente, manchando o vestido da enfermeira e o gramado impecável, tingindo tudo de vermelho vivo.
— PAI! — Leonardo rugiu, a voz rasgando o peito.
Num reflexo animal, sacou a pistola da