Quando silêncio vale mais do que sangue
VITTÓRIO SALVATORE BIANCHI
O mar de Nápoles estava calmo naquela manhã. As ondas batiam contra os pilares da mansão, trazendo consigo o cheiro de sal e peixe podre. Eu sempre gostei disso. O fedor da vida real misturado ao luxo da mentira.
Me sentei na varanda de mármore, o charuto aceso, a fumaça subindo devagar. O anel — duas serpentes enroladas em torno de uma adaga — brilhava no dedo. O peso da tradição. O lembrete de que nada na vida é eterno, excet