Quando o silêncio pesa mais que a vingança
LEONARDO CASSANI
Meu dia foi um inferno.
Assisti às salas. Vi todos conspirando.
Vi os sorrisos falsos, os olhares enviesados, as máscaras.
As víboras dançavam e eu tinha que fingir que não via, que ainda acreditava na lealdade deles.
Mas eu via tudo — e precisava ter sangue frio. Esperar Carvalho, Ravi e Maya terminarem de coletar as provas necessárias pra eu limpar a Cassani.
Olhei para a antessala e vi Norman arrumando as coisas pra ir pra casa.
A vontade que eu tinha era de sair dali e acompanhá-la.
Mas precisava manter a fachada, não podia expô-la, não podia colocá-la em risco.
Peguei o celular e mandei mensagem:
— Oi, vida.
Olhei para o monitor e vi o sorriso dela surgir.
— Oi, chefe. Estou indo descansar. O dia não foi nada leve. Preciso de um banho demorado, uma comidinha leve e uma boa cama.
Olhei pra tela e aquele sorriso desafiador me desarmou.
Sorri.
— Ui… banho, comidinha leve e cama? Adorei. Quer companhia?
Ela riu, mordeu o láb