Quando o tabuleiro vira campo de batalha.
AUGUSTO NAVARRO
O bilhete chega com a pressa elétrica de quem sabe que o tempo é medida de vida. Navarro segura-o com dedos firmes, lê duas vezes e fecha os olhos por um segundo — apenas para contemplar a face da ordem que vai dar. A casa da mãe do menino que criou é alvo. A respiração dele encurta; não por medo, mas por um ódio que tem a precisão de lâmina: não permitirá.
Navarro está acostumado a mapas, a grades de ataque, a nomes riscados em papel; m