Com as mãos firmes, mesmo que trêmulas, puxei a sela e comecei a ajeitá-la sobre o dorso de Max. O couro pesava, mas a raiva pesava ainda mais. Antônio se aproximou, mas mantive meus olhos no cavalo, como se o ignorar fosse minha única defesa.
— Aurora… não faz isso. — A voz dele saiu quase como um pedido.
Soltei um riso curto, sem humor. — Não fazer o quê? Montar no meu cavalo e sair daqui antes que eu perca completamente a cabeça?
Ele deu um passo à frente, e eu levantei o olhar, cortan