Capítulo 32 — “Alguns verões não aquecem a pele, mas reacendem a alma.”
Maeve Jhosef
Meses haviam passado desde que li a carta.
Meses em que algo dentro de mim se reorganizou em silêncio, como a mobília de uma casa que, depois da tempestade, precisa reencontrar seu lugar. Os cantos ainda doíam, as lembranças continuavam a existir — não há como arrancar o amor da carne sem deixar cicatrizes —, mas agora havia também espaço para respirar.
E nesse espaço, a vida começou a acontecer de novo.
A expa